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Legado das Palavras: Andross

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"Até 31 de agosto de 2015, a Andross Editora estará recebendo contos e crônicas de temática livre para publicação no livro NANQUIM”
 
A Andross Editora está recebendo contos de amor para publicação no livro "Nanquim - Contos e crônicas de temática livre”, a ser lançado em novembro de 2015 no evento Livros em Pauta.

Qualquer pessoa pode participar. Basta acessar o site www.andross.com.br, ler o regulamento de participação e submeter seu texto à avaliação. As inscrições vão até 31 de agosto de 2015.


Todos os autores que forem aprovados para publicação nessa coletânea automaticamente concorrerão ao STRIX, prêmio criado e concedido pela Andross Editora aos autores cujos textos mais se destacarem em suas coletâneas. O processo de votação encontra-se no site da editora.

Prêmio STRIX

SINOPSE DO LIVRO:
A invenção da escrita foi tão importante para a humanidade que dividiu as eras em História e Pré-História. Não existe um único lugar que podemos definir como o berço da escrita. Contudo, a civilização chinesa merece destaque por conta de sua incrível capacidade de difusão cultural, tendo inspirado outros povos a desenvolverem seus próprios sistemas alfabéticos. Mas a China não exportou somente seus caracteres. Sua tradicional tinta, batizada de “nanquim”, também se difundiu pelos povos do Oriente, propagando ainda mais a escrita, que evoluiu e chegou até nós quarenta séculos depois, trazendo o conhecimento dos livros e o entretenimento das histórias da ficção. Se hoje este livro de contos com temática livre chegou até suas mãos é porque bem lá atrás um oriental usou um pincel caligráfico com tinta nanquim para expressar ideias e sentimentos na criação de suas obras de arte.

 

SERVIÇO: 
Livro:Nanquim - Contos e crônicas de temática livre” 
Organização: Alfer Medeiros
Envio do texto: até 31/08/2015
Lançamento: 28 de novembro de 2015 (no evento Livros Em Pauta
Regulamento: no site www.andross.com.br 
Realização: Andross Editora






Abaixo, segue uma entrevista do editor da Andross sobre o processo de publicação. 
Vale a pena assistir.
  


Ontem (30/05), na Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação, em São Paulo, aconteceu o Livros Em Pauta - congresso nacional de literatura, RPG, quadrinhos e outras mídias nerds. Sim, é aquele evento bacana sobre o universo literário e editorial, repleto de palestras bacanas e informativas. 
Comecei a participar do evento na terceira edição, no ano de 2013, também marquei presença em 2014, e, claro, não deixaria que comparecer nesta quinta edição. Além de tudo já citado, o Livros em Pauta, é onde também acontece os lançamentos das coletâneas literárias de contos da Andross Editora.




Depois dos meus dois primeiros contos, desta vez decidi investir um pouco mais e participar de três, das oito antologias organizadas pela editora. O meu conto O Círculo de Fogo Ainda Arde em Nós (nome inspirado na canção Ring of Fire, do Johnny Cash), é um dos quarenta e oito que integram o livro De Repente, Nós – Contos de Amor. O livro possui 304 páginas e foi organizado pelo também escritor, Leandro Schulai, autor da série de livros O Vale dos Anjos.
Há outro conto meu na coletânea Legado de Sangue – Contos de Suspense e de Terror. Para quem não sabe, terror é o gênero que mais gosto para escrever contos e novelas. O nome da minha história, presente neste livro, é O Silêncio de Gael. O conto foi levemente inspirado em uma das mais famosas obras do escritor Stephen King – mas para descobrir em qual, você terá que ler. A antologia possui 382 páginas e foi organizada pelo escritor Alfer Medeiros, autor da série Fúria Lupina e Livraria Limítrofe.



Bem, certo, ainda falta um dos contos publicados. O terceiro chama-se Lágrimas de Loucura, também é de terror, mas está presente no incrível projeto intitulado King Edgar Hotel – Onde Medos e Horrores se Revelam. Leia a sinopse:

Você se hospedaria em um antigo hotel onde a camareira não tem braços, o mensageiro não tem olhos e o recepcionista aparenta ter idades distintas dependendo da hora do dia? Você ousaria pernoitar em um lugar cujo regulamento interno é estranhamente diferente de tudo o que você já viu? Muitos mistérios rondam o King Edgar Hotel. Fique à vontade para visitar os 21 andares deste lugar, que é a expiação dos pecados para uns, o inferno para outros e uma lembrança macabra para todos os que por ele passaram.

O KEH, como foi apelidado pelos autores, é um trabalho em máximo esforço conjunto para criar uma lenda na literatura brasileira. Mais que apenas um hotel onde coisas macabras acontecem, mais que um mero personagem, ele é o cerne de todas as histórias presentes no livro. O que tira o caráter de coletânea, transformando-o em um romance sobre o imponente e amedrontador hotel fictício.
Aqui deixo a admiração e empenho do Edson Rossatto, assim como o trabalho admirável dos organizadores, Alfer Medeiros e Lara Luft, além de toda a equipe técnica. O livro possui 528 páginas e conta com uma arte excelente na capa.

Clique nas imagens para ampliá-las

Fora ter o primeiro contato com o livro fisicamente, outro ponto positivo de comparecer nos eventos, é poder conhecer novos autores e leitores, conhecer amigos escritores cuja relação era apenas virtual, e, também, conversar muito sobre literatura. Um dia para colher os frutos, descobrir coisas novas, ouvir experiências e ficar por dentro das novidades – e muitas, muitas mesmo, estão por vir.
Enfim, no final das contas, as horas de viagem, o sono perdido, o cansaço, tudo isso acaba sendo deixado para trás. A recompensa é maior que qualquer uma das adversidades para marcar presença lá. Obrigado mais uma vez a Andross, aos organizadores, ao Edson Rossatto e, claro, aos meus amigos escritores e leitores, que não deixam a roda da literatura deixar de girar.

Abaixo estão alguns dos registros do evento e não deixem de comparecer nos próximos – em Novembro tem outra edição. Cliquem nas fotos para ampliá-las:

Pessoal da Legado de Sangue, De Repente, Nós, King Edgar Hotel e Além das Cruzadas

Thaís Pampado (King Edgar); Eduardo Sugahara (Legado de Sangue); e eu, ao centro. O outro colega de trás, não lembro o nome. :p 

Novamente, com a adição da Letícia, do Legado de Sangue. Reunião dos organizadores e autores.


Da esq. para dir.: E=Hugo Sales, Marcelo Aceti (King Edgar), Davi Paiva (todas antologias) e Isa Bissoli (King Edgar).

As caras do Legado de Sangue: Thiago Guilherme, Hugo Sales, Saulo R. Teixeira e Kayo Pagotto.

Eduardo Sugahara, Hugo Sales, Letícia Povia e Júlia Shammass. (Team Legado de Sangue).

Hugo Sales e a Bia Rodrigues (Viagens de Papel).

Hóspedes do King Edgar Hotel: Maurício R. B. Campos, Marcelo Aceti, Hugo Sales e Márcia Miyasaki.

Lívia Fiedler (autora de A Guardiã de Fogo) e eu.

Letícia Kiraly, Hugo Sales, o organizador, Alfer Medeiros, e o Eduardo Sugahara.

Mariana Rodrigues e Roberta Greco, nossas ilustres convidadas; Eduardo Sugahara; E as escritoras Lívia Fiedler e Letícia Kiraly.

Hugo Sales e Márcia Miyasaki.

Plínio Rezende e Eduardo Sugahara; Roberta Greco e Mariana Rodrigues.

Eduardo Sugahara, Thiago Guilherme, Hugo Sales, leitoras e as escritoras de Legado doe Sangue. 


A Lara Luft (de vermelho), o Aceti e eu, misturado com outros autores. 




Primeiramente, com imensa felicidade anúncio que o Legado das Palavras agora é parceiro da Andross Editora. E, como vocês sabem (ou talvez ainda não), já tive o prazer de ter dois contos publicados nas antologias da Andross Editora, o primeiro chamado O Outro Lado da Verdade, fez parte do livro Mentes Inquietas; o segundo denominado, A Árvore, O Filho e O Livro, integrou o livro Utopia (Se tudo correr bem, neste ano de 2015 a editora publicará mais dois contos meus). 
E sobre isso que vamos falar. O prazo para envio das obras era até 31 de dezembro, entretanto, a editora decidiu estender a deadline. Ótimo, não? Agora é a chance de você publicar aquele conto engavetado ou aquela história que não sai da sua mente. 

Agora escritores têm até 28 de fevereiro para enviar seus contos, crônicas e poemas para avaliação e publicação em antologias literárias

Aqueles que desejam se tornar escritores publicados têm agora um novo incentivo para tirar seus escritos das gavetas. A Andross Editora prorrogou o recebimento de textos para avaliação e possível publicação em suas antologias literárias. Qualquer pessoa pode participar. Basta acessar o site www.andross.com.br, ler o regulamento de participação e submeter seu texto à avaliação. As inscrições agora vão até 28 de fevereiro de 2015. O lançamento dos livros será no evento Livros em Pauta, em maio de 2015.


Eis as antologias em andamento:



ALÉM DAS CRUZADAS - Contos sobre a era medieval

 SINOPSE: Antigamente bardos difundiam a história de seu povo em poemas musicados em alaúdes. Por intermédio de suas obras, conhecemos hoje histórias de guerreiros de terras longínquas, amores proibidos entre nobreza e plebeus, a tristeza da Peste Negra e as dores da Santa Inquisição. Mas também conhecemos histórias mágicas, como a do jovem que se tornou rei por tirar uma espada da pedra, ou de criaturas encantadas que cospem fogo. Em "Além das Cruzadas", bardos modernos lançam novos olhares na Era das Trevas, mesclando a Idade Média real com a imaginária.

ORGANIZADORES: Carol Chiovatto & Bruno Anselmi Matangrano




SEDE - Contos distópicos sobre um futuro sem água

 SINOPSE: 2013: o clima seco além do normal não chamou atenção do governo. 2014: com menos de 3% de capacidade do reservatório de água da capital paulista, o governo declarou que está tudo sob controle. 2017: a água quase desapareceu das regiões sudeste e nordeste do país, com uma parcela pequena de pessoas com acesso a ela. 2049: a população brasileira caiu vertiginosamente para 8%. O ano atual é 2065. A falta de um recurso tão essencial nivelou pobres e ricos em uma única categoria: sobreviventes. A conhecida frase da ficção “em um futuro não muito distante” nunca foi tão aterrorizante. 

ORGANIZADORA: Paola Giometti



DE REPENTE, NÓS - Contos de amor

 SINOPSE: Há quem espere a vida inteira pelo seu amor, e desiste de esperar. Há também aqueles que são convictos em viver casados consigo mesmos. Em ambos os casos, o destino (ou o acaso) faz uma reviravolta e, de repente, o eu vira nós, sem mais nem menos. Pode ser para sempre ou eterno enquanto dure. Mas enquanto os dois estão amarrados um no outro é difícil desatar esse nó que só o amor pode proporcionar.

ORGANIZADOR: Leandro Schulai





AS QUATRO ESTAÇÕES - Antologia de poemas

 SINOPSE: Há aqueles que sentem solidão no inverno, enquanto outros aproveitam a companhia e um bom conhaque. Também existem os que se deixam cortar para renascerem com as flores da primavera. Não são poucos os que esperam o ano todo pela alegria do verão. E o outono, junto com os frutos e Folhas secas, traz ainda momentos de reflexão. As quatro estações provocam sentimentos, suscitam palavras, afloram desejos... Os poemas deste livro são frutos de reflexões de poetas, que não apenas grafaram alegrias da vida, mas também a tristeza da solidão que só quem ama sozinho é capaz de sentir. 

ORGANIZADOR: Edson Rossatto





VIAGENS DE PAPEL - Contos e crônicas de temática livre

SINOPSE: Quem lê desfruta de experiências reservadas somente àqueles que escolhem viver intensamente. Quem lê viaja. E vai longe... Descobre terras desconhecidas, muitas vezes, inimaginadas. Os autores do livro VIAGENS DE PAPEL desempenham brilhantemente sua função de agente de viagens e propõem pacotes diversos, capazes de agradar ao turista mais exigente. E lembre-se: o que importa não é o destino e sim a própria viagem. 

ORGANIZADOR: Roberto de Sousa Causo



IMAGINARIUM - Contos fantásticos

 SINOPSE: Existe uma zona no mais profundo abismo da mente humana, onde o real e o onírico coexistem, e o piscar de olhos confunde a compreensão. Esse lugar é chamado de IMAGINARIUM, e nele passam a maior parte do tempo aqueles que desconstroem a realidade para criar mundos completamente avessos ao conhecido. As histórias deste livro foram escritas não por aqueles que apenas visitam esse lugar, mas sim por aqueles que moram lá.

ORGANIZADOR: Alex Mir




LEGADO DE SANGUE - Contos sobrenaturais, de suspense e de terror
SINOPSE: Poe, Lovecraft, Shelley, Stoker e outras lendas da literatura de horror não produziram só histórias para assustar. Esses mestres criaram formas de prender o leitor em pesadelos escritos, habitados pelos monstros mais horrendos que uma mente pode conceber. Inspirados nessa herança literária, os autores de “Legado de Sangue” se propuseram a continuar a tradição e criaram contos que surpreendem e assustam tanto quanto um ser que espreita na escuridão, esperando por sua vítima.
ORGANIZADOR: Alfer Medeiros


Para conhecer mais o trabalho da Editora, vocês podem assistir à entrevista do diretor editorial da Andross, o escritor Edson Rossatto: 




Quer ler algum livro nacional, mas não sabe qual? Quer fugir de clássicos e encontrar uma nova geração de escritores que está chegando com tudo? Caso as respostas sejam sim, essas indicações são especialmente para você.
Tive o prazer de entrevistar três novos autores, próximos do círculo literário no qual convivo (amigos aproximados pela internet, em outras palavras). Cada qual com seus romances de estreia, embora de diferentes maneiras, eles trazem força aos gêneros de suas obras. Além de apenas indicar os livros, fiz algumas perguntas para os três, não apenas sobre suas obras, mas também sobre seus processos criativos e outros pontos interessantes (principalmente se você também quer trilhar o caminho da escrita).
Sem mais delongas, apresento-lhes:

Daniel Peregrino, 26 anos, autor de Minha Namorada é Headbanger

Carioca, leitor assíduo e twitteiro de plantão. Define-se como um homem que parará de respirar antes de parar de escrever. Quando não está criando histórias, desenha e joga. Às vezes, faz tudo ao mesmo tempo.  Minha Namorada é Headbanger é sua primeira publicação.

Dêner B. Lopes, 19 anos, autor de Cidades Mortas            

     Nascido no inverno de 1995, em Minas Gerais, vive atualmente em Pindamonhangaba, no estado de São Paulo. Seu gosto pela literatura se iniciou em 2010, e de lá para apenas aumentou. Integrou a antologia, Utopia – Contos Fantásticos (Andross Editora, 2014) e está confirmado nas inéditas, Sombras do Tempo (Sollo Editorial) e King Edgar Hotel (Andross Editora). Cidades Mortas é seu primeiro romance solo.

Laísa Couto, 27 anos, autora de Lagoena – O Portal dos Desejos

É uma poesia quebrada. De dia sopra histórias ao vento. De noite explora nebulosas e colhe lágrimas de deuses esquecidos. Quando dorme, apenas sonha.  Lagoena – O Portal dos Desejos é seu primeiro romance. Autora também do conto em ebook, O Inverno das Rosas (Editora Draco) Mantém o blog, lagoenaoficial.blogspot.com.br

Interrogatório



Quando decidiram escrever seus romances e como os livros nasceram?

Daniel: A data exata eu não vou lembrar. Uma noite minha chefe me chamou para jantar na casa dela. Depois de comermos (estava muito, muito bom – tina carne e pasta de abobóra), ela atacou a garrafa de vinho do pai e me contou uma história sobre um ex-namorado que, chocado com uma atitude dela, disse a frase: “caraca, minha namorada é headbanger mesmo”. Eu ri tanto e por tanto tempo que prometi que esse seria o título do meu livro.

Dêner: Agosto de 2013. Madrugada entediante. Estava passando um filme de robôs na TV chamado "Substitutos". Do nada, a ideia de escrever "Cidades-Mortas" surgiu, e na mesma hora comecei a escrever, sem nem saber no que daria.

Laísa: O que hoje é Lagoena nasceu de sem pretensão, em 2005. Naquela época eu ainda estava no ensino médio e vi uma reportagem numa revista sobre livros de fantasia, As Crônicas de Nárnia e Eragon, sobre adaptações dessas histórias para cinema, como aconteceu com Harry Potter e O Senhor dos Anéis. Aquilo me chamou a atenção, não pelas adaptações cinematográficas (eu nunca havia assistido nenhuma delas), mas pelo apelo e conquista que estas histórias ganharam. Então, como eu não tinha dinheiro para comprar livros e na cidade onde eu morava não havia livraria,  aluguei alguns filmes de fantasia baseado em livros e comecei a pensar na minha história.

Quais são suas principais influências literárias?

Daniel: Eu leio de tudo, tudo mesmo. Quando estou com uma ideia na cabeça, tento ler coisas de estilo parecido, para “entrar no clima”. Estou sempre lendo Stephen King, independente da ocasião, mas dessa vez eu devoreis dois livros dele, por serem em primeira pessoa: Duma Key e Saco de Ossos. Também me joguei nos livros de John Green, com a mesma lógica. Mas acho que tento ir atrás do King mesmo, acima de todos os outros estilos.

Dêner: J.K. Rowling é a maior delas. Depois, Stephen King, Rick Riordan e Suzanne Collins.

Laísa: Um dos primeiros filmes que assisti foi O Senhor dos Anéis e logo fiquei encantada, acho que vi a trilogia mais de 100 vezes. Depois li  O Hobbit e O Senhor dos Anéis, me deliciei com as descrições de Tolkien e de como ele conseguia tirar poesia delas. Gosto muito do ensaio dele "Sobre histórias de fadas". Tolkien me ensinou a mostrar um mundo com sentimento. Antes dos livros dele eu li As Crônicas de Nárnia de C.S.Lewis, também meu grande mestre, aprendi como fazer a passagem do mundo real para o fantástico de forma delicada e verdadeira,  depois de Nárnia eu descobri o que era Lagoena. Acho que essas são as influências mais fortes para mim.

Para vocês, qual foi a maior dificuldade encontrada durante o processo de criação?

Daniel: É difícil, para mim, não ir direto ao ponto nas minhas histórias. Quando eu reescrevo, tento aumentar as descrições e criar mais “olhadas pela janela do ônibus”, para aumentar o prazer da viagem. O difícil é que eu sempre acho que estou criando momentos inúteis e enchendo linguiça. É a parte mais complicada, sempre. Mais motivos pra admirar o King, que inclui importância e movimenta a trama até nesses “momentos de contemplação”.

Dêner: A maior dificuldade foi o bloqueio criativo, embora tenha escrito o livro em exatos 90 dias. Depois disso, a construção da trama. Nunca sei exatamente o que vai acontecer, mas como todos meus livros, fiquei bem satisfeito.

Laísa: Acho que a maior dificuldade é esperar, ter paciência. As histórias nascem, mas precisam de tempo para amadurecer, isso pode levar meses ou anos. Lagoena - O Portal dos Desejos levou 5 anos para ser escrito, mais 4 para se publicado, e é o primeiro de uma trilogia.

Poderiam descrever um pouco de seus processos criativos?

Daniel: Tento criar disciplina, porque de outra forma, eu sei que vou enrolar muito. A madrugada sempre foi meu horário favorito para escrever, mas tenho visto que escrever ao amanhecer, logo depois de acordar, também é muito gostoso. As ideias costumam vir do nada, normalmente um exagero de uma situação ou uma junção de vários pensamentos desconexos. Depois que decido o que vou escrever, me concentro na última cena, o último parágrafo do texto. Eu não o escrevo, mas decido como será, mesmo que mude depois. Daí anoto alguns pontos chaves da trama, construo os personagens e, enfim, começo a escrever. Vou usando esses pontos chaves como checkpoints pra me guiar, mas uma vez começada, a história e seus personagens parece criar vida própria: eu mesmo tenho pouco controle sobre o que vai acontecendo e sigo escrevendo só pra ver como a história continua. É muito divertido escrever assim.
Quanto ao lugar onde escrevo e músicas, eu tomo cuidado (rs). Porque eu SEMPRE vou lembrar quando reler o texto, seja quando escrevi sentado no chão, porque não tinha comprado nem sofá pro apartamento ainda, ou a música (geralmente ruim) que o vizinho estava ouvindo.

Dêner: Não tenho horários estabelecidos para escrever. Gosto de escrever quando sinto vontade, mesmo tendo alguns prazos a cumprir. Adoro ouvir as músicas da rádio na madrugada, quando escrevo, mas não é sempre.

Laísa: Meu processo criativo é caótico, eu não sigo regras, não sou disciplinada (não sigam meu exemplo). Eu não sei se ganharia mais escrevendo todo dia, me obrigando, se eu me acostumaria, acredito que não. Quando estou trabalhando num texto longo sempre paro para respirar, fico esgotada e não rende, não forço a barra, vou até onde dá, depois retorno. Gosto de escrever de madrugada por ter mais silêncio e por ser menos quente. Ouço música sempre, a playlist varia com o tema, já ouvi Sigur Rós, Imogen Heap, Agnes Obel, Birdy,  Devotchka entre outros.

Para finalizar, deixo essas últimas perguntas: Alguma dica para quem pensa em começar escrever agora? E para quem já começou a trilhar esse caminho?

Daniel: Leia muito. De tudo. Se atraiu sua atenção, leia. Mesmo que tenha atraído só um pouco. Diabos, leia mesmo que tenha atraído a atenção de alguém que você conhece. Não precisa ler e analisar, ou pensar  o que você faria de diferente, só leia. Muito.
Eu leio várias dicas de escritores publicados, seguindo-as ou não. Essa estrutura de criar uma situação inicial, deixando a história livre para fazer o que quiser, eu tirei da palestra de um autor sul-coreano. Acho que a maior dica possível é manter a cabeça sempre aberta. Sempre há espaço para melhorar. E leia. Muito.

Dêner: Não vou dizer "ler", porque isso é a coisa mais óbvia para todos que sonham se tornar um escritor. Uma dica é estudar e pesquisar tudo sobre o que se trata no texto. Cada pequena coisa. Além de deixar o texto mais crível, o faz ganhar pontos (na medida de possibilidade de gosto, claro).

Laísa: Acho que já dei a dica: esperar, paciência. A história precisa de tempo e dedicação, imagine-se um escultor que pega uma pedra bruta e já tem a forma exata desenhada na imaginação, lá dentro da pedra está ela, mas você vai precisar de tempo para tirá-la de lá.  Pode acontecer de você ter escolhido a pedra errada, que não serve para o quê você quer e ter de começar de novo, pode faltar ferramentas que atrasem seu processo, você vai cansar, vai querer desistir, vai duvidar, mas no final, parar e  continuar no outro dia pode ser a melhor solução.

Gostaram? Não sei vocês, mas eu adorei conhecer um pouco mais desses autores. Daniel escreveu um romance jovem adulto, Dener representa a ficção-científica e Laísa, a fantasia. E é interessante notar como a internet está fazendo a diferença e facilitando que novas histórias cheguem até nós. 

Vocês podem fazer contato com os escritores pelas seguintes redes sociais:

Daniel Peregrino: Twitter 

Dener B. Lopes: Facebook 

Laísa Couto: Twitter / Facebook 

Minha Namorada é Headbanger está à venda no formato ebook na Amazon.com.

Cidades Mortas pode ser adquirido, em versão impressa, pelo site da Chiado Editora

Lagoena – O Portal dos Desejos está disponível em ebook e impresso no site da Editora Draco.

Apoiem a literatura nacional para que possamos sempre ter mais obras de qualidade chegando até nós. That’s all folks!



Há algum tempo não faço esse tipo de postagem no blog, quebrando esse hiato, estou aqui para mostrar os livros que adquiria nas últimas semanas, possivelmente, algum deles receberão resenhas aqui no Legado das Palavras.
Sem mais delongas, vamos ao que interessa!


Para Sempre, escrito pelo casal Kim e Krickitt Carpenter, baseado em um acontecimento real de suas vidas. Acho que você já leram sobre ele ou até mesmo assistiram a adaptação, como gostei do filme, acabei por comprar o livro. Já O Torreão, da Jennifer Egan, me ganhou pela sinopse (e também pelo preço), apesar de ter achado a capa feia, resolvi comprá-lo. Dos três, o mais especial  para mim é, sem dúvidas, a antologia de contos Amor nas Entrelinhas, que recebi como presente de uma das contistas do livro, a Sarah Marques. A coletânea é estruturada com contos de amor em forma de cartas. Interessante, não?


Aqui temos o Henshin Mangá, uma coletânea com as histórias vencedoras do concurso Brazil Mangá Awards, criado pela editora JBC. O mangá está impecável, os vencedores mereceram a conquista pela originalidade das obras, entregando histórias concisas, porém muito boas. Ver o resultado do concurso, me deixou com vontade de colocar as mãos na massa e escrever um roteiro para participar da próxima edição. 1 Livro de Lágrimas, lançado no Brasil pela editora New Pop, foi uma das leituras mais inspiradoras que fiz em 2014. O livro, na verdade, é o diário da jovem Aya Kito, onde ela narra sua vida a partir da descoberta de uma rara e terrível doença: a degeneração espinocerebelar. Aya perde aos poucos perde o controle sobre seu corpo, mantendo-se consciente a cerca de sua condição, a garota começa a escrever um diário sobre seus dias, sonhos, pensamentos e sobra o dia-a-dia da doença. É uma leitura simplesmente incrível, em breve terá uma resenha por aqui. Fechando o segundo lote está o mangá de volume único (assim como 1 Litro de Lágrimas), O Cão Que Guarda As Estrelas. Talvez, a história mais bonita que li nesse ano, embora triste. É outra obra que em breve escreverei uma resenha sobre.


Para fechar a volta da Caixa de Correio em grande estilo, nada menos que Stephen King! Recentemente adquiri IT – A Coisa obra imensamente comentada, mas praticamente impossível de encontrar em sebos, o relançamento é muito bem-vindo. Achei a capa sinistramente boa, só preciso focar para conseguir atravessar as mais de mil páginas do livro. Além dele, comprei Misery – Louca Obsessão, incentivado após assistir a adaptação cinematográfica da obra. Espero que a leitura seja tão boa quanto.
Confio no tio King.
E para finalizar esse post, encontrei num sebo o famigerado livro À Espera de Um Milagre por uma verdadeira bagatela, não pensei duas vezes e trouxe para minha coleção do autor americano. Um livro que há muito queria ler, mas nunca comprava. Provavelmente, as três obras serão resenhadas aqui no blog, conforme eu for lendo-as.
E você? Já leu algum desses livros? Deixe sua opinião nos comentários.
Até a próxima.  




Bom dia. Boa tarde. Boa noite.
 Quem acompanha o blog desde 2013 sabe que, no ano passado, tive o contentamento de ser publicado pela primeira vez. Meu conto O Outro Lado da Verdade, fez parte da antologia MentesInquietas – Contos Sobrenaturais de Suspense e de Terror, da Andross editora.
Anualmente a editora abre inscrições para receberem contos que podem vir a integrar alguma de suas antologias. Felizmente, pelo segundo ano seguido, tive um conto aprovado para participar, desta vez na antologia Utopia – Contos Fantásticos, que é organizado por Alex Mir
A Andross faz um trabalho importante: oferece a chance da primeira publicação para novos escritores. Algo vital para que estes novos escritores (eu) não desanimem e busquem sempre se aperfeiçoarem.

A editora também organiza um evento para o lançamento das antologias que, além de contar várias oficinas e palestras sobre o mundo literário, neste ano trará uma mesa-redonda sobre fanfics. O Livros Em Pauta, no qual tive o prazer de estar presente em 2013 – e estarei novamente neste ano, chega a sua 4ª edição e será realizado no dia 09 de agosto, data que coincide com o aniversário de dez anos da editora. No evento Livros Em Pauta será possível fazer contatos com autores e leitores, novos ou experientes, participar de debates e comprar livros. Muitos livros. Nada melhor que conhecer e trocar figurinhas com os companheiros de antologia. É claro que todos vocês estão mais que convidados para visitarem o evento que será na FAPCOM – Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação (endereço completo no cartaz abaixo). Acesse o site oficialpara maiores informações.


A jornada para ser escritor é incrivelmente gratificante. Aprendemos com nossos erros, aprendemos a ouvir (e filtrar) conselhos dados, além de tudo isso existe o prazer em contar histórias, o prazer em jogar inúmeras palavras na página em branco. Se eu vou sobreviver contando histórias? Não sei. O mercado é disputado. É preciso ter em mente que precisaremos melhorar e sempre buscar a nossa melhor forma, aprender sempre e não desistir nunca. O movimento (acho que posso chamar assim) que engloba os bastidores das antologias é incrível, os grupos de discussões e divulgação de material útil aos escritores é maravilhoso. Por tudo isso, eu gostaria de finalizar essa postagem com um sincero “obrigado, Andross”. Obrigado dar vida aos sonhos. E por acreditar na literatura e nos escritores nacionais.
Nos vemos dia 09 de agosto, em São Paulo.


Olá, leitores e leitoras do Legado das Palavras!
Ainda retomando as atividades do blog, escrevi um texto sobre o lançamento da antologia Mentes Inquietasonde tive um conto publicado, e também sobre o evento Livros Em Pauta.

O Evento

No dia 19 de Outubro de 2013 aconteceu em São Paulo, na Faculdade Uni Radial – Jabaquara, o evento Livros em Pauta, que além de promover diversas ótimas palestras sobre o universo editorial, também foi palco de uma feira de livros e lançamento de algumas antologias da Editora Andross. Eu, criador deste blog e bookaholic confesso, marquei presença, afinal, um conto de minha autoria foi publicado na antologiade terror e suspense, Mentes Inquietas.
“O Livros Em Pauta foi criado pelo escritor Edson Rossatto com o intuito de promover o encontro de escritores, editores, críticos literários e demais profissionais do livro com leitores e escritores amadores, para discussões sérias e também para bate-papos descontraídos por intermédio de atividades gratuitas, como mesas-redondas, palestras, sessões de autógrafos e lançamentos de livros.”
O local onde ocorreu o evento é de fácil acesso, mesmo para quem não reside em São Paulo. O espaço disponibilizado, tanto para a feira de livros quanto para as palestras, não deixou a desejar. Amplo e bem arejado. Sem tumultos ou maiores dificuldades de acesso. Atendentes bem informadas que – ao menos para mim – indicaram corretamente as localizações e sanaram demais dúvidas. Um ótimo local, ótimas palestras, feira de livros que contou com autores de variados estilos – desconhecidos ou não -, variadas antologias, tinha como não ser um bom evento?

As Pessoas que Fizeram o Evento

Tive o imenso prazer de acompanhar uma palestra com Edson Rossatto, entre outros autores, organizadores e especialistas da área. Rossatto é um homem com visão e também muito inteligente, pude entrar em contato com algumas de suas obras no evento e estou simplesmente apaixonado por seus micros e nanocontos.
Já em posse da antologia (calma, falarei dela logo abaixo), conheci um organizador, escritor e mente inquieta, Alfer Medeiros. Ele foi o organizador e também quem selecionou os contos da antologia Mentes Inquietas. Tenho apenas que agradecê-lo pelo empenho geral para que tudo ocorresse da melhor maneira possível e, pessoalmente, por ter me ofertado dicas tão valiosas e sempre buscar extrair o melhor dos contistas em início de carreira. Felizmente, pude adquirir um de seus livros, bater um papo com ele, além de autógrafos e muita descontração.
Outro ponto muito interessante foi conhecer os meus companheiros e companheiras de antologia. Alguns já publicados, mas a maioria se encontrava na primeira publicação. Todos felizes e divulgando bastante o primeiro trabalho, conversei com alguns, peguei autógrafos. Registro aqui meus parabéns a todos os participantes de Mentes Inquietas, gostei muito de alguns contos, mas no geral, todos são bons e tem seu valor. Alguns até mesmo nem parecem de contistas iniciantes. Deixo um abraço muito especial para a Eri, uma leitora que apoia os leitores iniciantes e não tem vergonha de nos parar e pedir dedicatórias. Uma pena não ter encontrado ela nas redes sociais da vida.

Enfim, Sobre a Antologia


 Durante todo o evento e até uma semana após, fiquei totalmente em êxtase, a ficha parecia não cair. Finalmente consegui publicar um conto. O sentimento é extremamente recompensador e a emoção é grande. Pegar um livro que contém um conto de sua autoria impresso é gratificante, contudo, é ainda mais motivador. O sentimento de dever cumprido saltou em minha mente. Respirei aliviado. Minha mente rapidamente se voltou para novos projetos.
E espero seguir este caminho até o fim de minha vida.
Um conto pode parecer pouco para muitas pessoas, mas para mim, é um passo largo rumo a um sonho - que se tornou objetivo - de longa data: escrever romances.
Sobre meu conto, posso dizer que retornei nas origens de minha escrita, há muito tempo não escrevia sobre lobisomens – algo que gosto muito. Minhas primeiras aventuras na arte da escrita, sempre perambulavam entre vampiros e licantropos, eventualmente zumbis e coisas do gênero. Textos perdidos no tempo (na verdade, por conta do meu notebook que veio a falecer). Escrever é uma arte que requer muita dedicação. Ler e escrever em demasia são coisas essenciais. Isso me aproximou ainda mais da literatura, agora era mais que apenas uma forma de entretenimento. Era uma meta. Felizmente – ao menos eu creio nisso –, evolui muito com minha escrita, embora ainda esteja lapidando meu próprio estilo, penso que já o tenho, o que preciso é enraizá-lo cada vez mais em minhas histórias. Conforme senti evolução do aprendizado me aventurei por outros gêneros e personagens, busquei expandir minha bagagem literária, mas nunca deixei o terror e suspense sobrenaturais fora dos meus planos.
Decidi retornar as histórias de terror com um toque mais gore quando pensei em enviar o conto para a seleção, afinal, casava-se perfeitamente com a proposta da antologia. Foram alguns meses de reescrita, correções e acertando os detalhes. Já tenho uma noção de como esse trabalho será duplicado, triplicado, quando finalizar meu primeiro romance. Por fim, ocorreu tudo bem, o evento foi um sucesso, a antologia também. Estou feliz. Me sinto infinito. E espero que novas experiências como esta se tornem frequente. E isso depende apenas de mim. Excelsior.




Gostaria de agradecer aos amigos Nickolas Leal, Rafaella Cristine, Ícaro Rodrigues, Thaís Damaceno e, claro, Mariana Rodrigues, musa inspiradora e a quem este conto foi dedicado, por me acompanharem nesta primeira aventura literária como escritor, por aguentarem minhas infinitas conversas sobre literatura, por estarem sempre dispostos a lerem meus textos. Obrigado pelo apoio e pela motivação de sempre. Eu escrevo por mim, mas, certamente, por e para vocês também. Quero eternizar alguns momentos através das palavras. Quero, quem sabe, mostrar ao mundo as ótimas pessoas que me cercam. Agradeço especialmente a vocês, entretanto, agradeço a todos que me apoiam.
Para quem quiser ler alguns contos que escrevo basta acessar o The Fic Writer.
É isso aí.
 Até o próximo conto (ou romance).