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Legado das Palavras: Fantasy - CDP

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A Fantasy – Casa da Palavra neste mês de Outubro, além de lançar o livro Gotham, também está outra novidade saindo do forno e essa é aguardada por muitos!
O novo lançamento trata-se do segundo volume da história em quadrinhos de Game Of Thrones! Confira os detalhes release da obra0:
  
SINOPSE:

O inverno está chegando... e, com ele, terrores além da imaginação.

Depois do sucesso do volume I da graphic novel do A Guerra dos Tronos, você não vai querer perder a continuação, em cores vibrantes, da aclamada saga de George R. R. Martin.
Neste novo volume, você terá a oportunidade de acompanhar a trajetória de Tyrion, que é injustamente capturado pela Lady Catelyn e levado até os confins das montanhas do Ninho da Águia. Também poderá vislumbrar as paisagens estonteantes do alto da Muralha e misturar-se aos homens jurados da Patrulha da Noite junto com Jon Snow. Além de assistir de camarote às empolgantes cenas do Torneio da Mão, que junta cavaleiros de vários reinos em uma batalha de vida ou morte.
No final das páginas, você poderá acompanhar também os bastidores da produção desta obra-prima do romancista Daniel Abraham e do ilustrador Tommy Patterson, que não estão apenas transformando a épica saga de fantasia de George R. R. Martin em uma graphic novel. Mas que traduziram-na meticulosamente para uma forma de arte e capturaram as nuances intrincadas dos romances de Martin assim como a HBO está fazendo com a série blockbuster. A colaboração de Abraham e Patterson é mais do que apenas uma adaptação fiel, é um trabalho de amor e uma emocionante obra-prima por si mesma.

AUTORES

George R. R. Martin: trabalhou dez anos em Hollywood como escritor e produtor de várias séries e filmes. Autor de diversos livros nos EUA e na Europa, foi em meados dos anos 1990 que Martin deu início a sua mais importante obra As Crônicas de Gelo e Fogo, que o tornou best-seller no mundo todo. É a saga de fantasia mais vendida dos últimos anos, vencedora de diversos prêmios, que ganhou uma grande produção da HBO e agora chega aos quadrinhos.
Daniel Abraham: foi indicado aos prêmios Hugo, Nebula e World Fantasy, e ganhou o Prêmio International Horror Guild. Adaptou para os quadrinhos outras obras de R. R. Martin, como Fevre Dream e a novela Skin Trade. É autor do roteiro original de Wild Cards: the Hard Call.
Tommy Patterson: ilustrou Frascape, para o Boom! Studios; a adaptação do filme The Warriors, para a Dynamite Entertainment; e Tales from Wonderland: the White Night, Red Rose e Stingers, para a Zenescope Entertainment.

Ansiosos?



A Fantasy – Casa da Palavra anunciou o seu novo lançamento, previsto para o mês de Outubro. O livro aborda um dos heróis mais icônicos de todos os tempos! Wayne de Gotham  do autor Tracy Hickam. Vale lembrar que recentemente a editora trouxe Os Últimos Dias de Krypton (que será resenhado em breve) que narra o processo de destruição do planeta de origem do Superman. Para os fãs do home morcego, tanto das HQs quanto dos filmes, é uma ótima pedida. Abaixo confira todas as informações do livro. 



SINOPSE:


Por trás de toda máscara existe um homem de verdade
Ainda criança, Bruce Wayne testemunha o assassinato dos pais – e o mistério sobre o motivo o impulsiona a fazer uma busca pelo seu passado. É quando descobre um diário secreto de seu pai Thomas, um médico rebelde que parece finalmente revelar o seu lado obscuro.
Sua identidade é seriamente abalada quando um convidado levanta, inesperadamente, questões sobre o evento que acabou com a vida de sua amada mãe e seu admirável pai – caso que provocou para sempre sua vontade insaciável de proteção e vingança.
Para descobrir a história real da família, Batman precisa confrontar o antigo inimigo, como o perverso Coringa, seu próprio mordomo Alfred, além do passado que assombra o asilo Arkham, para assumir o novo fardo de um legado sombrio.
Muito mais próximo dos filmes de Burton e Christopher Nolan e das HQs de Frank Miller do que dos seriados de TV dos anos 1960 e dos outros quadrinhos. Um olhar imaginativo sobre o lado humano de um super-herói icônico. – Booklist

SOBRE O AUTOR:

Tracy Hickman é mais conhecido por seu trabalho como coautor, junto com Margaret Weis, da série de crônicas de fantasia Dragonlance, no qual colaborou também como designer de game. Ao todo, Hickman escreveu mais de trinta livros em colaboração com Weis.

O que acharam deste novo lançamento? Estou muito ansioso.


Certamente vocês já conhecem o escritor brasileiro Raphael Draccon e sua épica trilogia denominada Dragões de Éter, cujo o primeiro volume já foi resenhado aqui no blog. Eu possuo o box da trilogia, entretanto, a Leya/Fantasy está trazendo uma nova edição com novas capas e box. E a arte é incrivelmente linda. As novas capas foram feitas pelo ilustrador Marc Simonetti (responsável também pelas capas de George R.R. Martin e O Nome do Vento).

Originalmente, esta capa foi encomendada pela Random House Mondadori para a versão Mexicana da trilogia, contudo, devido ela cair nas graças do público brasileiro, a editora decidiu lança-las por aqui também. A arte são dignas de um espaço reservado na prateleira. Confiram:

 



Caso ainda não conheça a trilogia, segue abaixo algumas informações:

 

SINOPSE

Nova Ether é um mundo protegido por poderosos avatares em forma de fadas-amazonas. Um dia, porém, cansadas das falhas dos seres racionais, algumas delas se voltam contra as antigas raças.

E assim nasce a Era Antiga.

Essa influência e esse temor sobre a humanidade só têm fim quando Primo Branford, o filho de um moleiro, reúne o que são hoje os heróis mais conhecidos do mundo e lidera a histórica e violenta Caçada de Bruxas. Primo Branford é hoje o Rei de Arzallum, e por 20 anos saboreia, satisfeito, a Paz.

Nos últimos anos, entretanto, coisas estranhas começam a acontecer...

Uma menina vê a própria avó ser devorada por um lobo marcado com magia negra. Dois irmãos comem estilhaços de vidro como se fossem passas silvestres e bebem água barrenta como se fosse suco, envolvidos pela magia escura de uma antiga bruxa canibal. O navio do mercenário mais sanguinário do mundo, o mesmo que acreditavam já estar morto e esquecido, retorna dos mares com um obscuro e ainda pior sucessor. E duas sociedades criminosas entram em guerra, dando início a uma intriga que irá mexer em profundos e tristes mistérios da família real.

E mudará o mundo.

Assistar ao booktrailer feito pela Random House:



Olá, leitores do Legado das Palavras!

Vamos falar sobre Fantasia. Um gênero que possui incontáveis fãs ao redor do mundo não importa qual seja a mídia: cinema, literatura, games e por aí segue. Histórias sobre dragões e princesas, sobre o surreal inundando o mundo real. Dentre muitos os gêneros abordados aqui no blog, literatura fantástica é visivelmente predominante. Para a felicidade dos fãs este gênero cresce cada vez mais no Brasil e aos poucos vai conquistando o seu merecido espaço nas livrarias e mídias de divulgação. Isso é deveras muito bom. Contudo, não é raro ver comentários negativos acerca do gênero, há quem diga que a literatura fantástica não possua bons autores ou boas histórias nacionais. O brasileiro ainda mantém uma ideia contrária a literatura de fantasia nacional. Poderia citar muitos livros de autores excelentes, obras que merecem serem lidas, mas vou me ater a um livro em especial: Na obra O Espadachim de Carvão, publicada pela Fantasy - Casa da Palavra e concebida pelo autor Affonso Solano.


Cenários regem uma boa obra de fantasia

Solano cria um cenário que explora a imaginação de quem lê a obra, em grande parte por sua habilidade na descrição com uma sutileza clássica mas que mantém o pé na atualidade. O Espadachim de Carvão é um livro a ser desbravado, assim como o mundo em que fora ambientado, Kurgala. Um lugar com uma singularidade infinita da de raças e culturas diferentes. Através do protagonista, Adapak, somos transportados a muitos lugares fascinantes, carregados pela descrição alimentada por nossa imaginação, entretanto, o desejo que querer se embrenhar ainda mais pelo mundo de Kurgala é inevitável e é evidente que há muito mais que aproveitar dessa fonte.
De Star Wars à Conan, assim me senti ao ler o livro. É inevitável não lembrar da feitiçaria presente nas histórias do personagem criado por Robert E. Howard, assim como a infinidade de raças remete aos mundos explorados na saga criada por George Lucas. Não é como um plágio, longe disso, a obra parece beber da fonte desses grandes nomes. Nada de humanos predominando como raça, impondo suas vontades. Solano merece parabéns apenas por criar um infinidade de raças, descrevê-las - incluindo alguns idiomas. Senti apenas a ausência de uma mapa de Kurgala, seria extremamente bem vindo, quem sabe nas futuras continuações...

A História Bem Contada

Adapak. Filho de um dos quatro Deuses de Kurgala. Viveu por muitos ciclos (anos) com o pai em sua ilha sagrada, um lugar mágico, sagrado e distante. O jovem de pele negra e olhos brancos adquiriu o conhecimento diretamente de uma divindade. Aprendeu sobre muitas coisas, principalmente sobre a técnica de combate denominada “Os Círculos Tibaul”. Apesar de tudo, Adapak tinha consciência de que jamais deixaria sua morada. Entretanto, quando completou dezenove ciclos, o jovem testemunhou o seu lar ser invadido por assassinos misteriosos, para Adapak a única opção foi fugir , manter-se vivo e explorar com os próprios olhos o mundo Kurgala, buscando alguma resposta sobre os assassinos que continuam a persegui-lo.

Affonso Solano narra a história em terceira pessoa e em certo momentos em primeira, revelando os pensamentos de Adapak. A trama não segue uma diretamente à sua conclusão, podemos conhecer o passado - a infância - do Espadachim de Carvão. Somos apresentados ao seu primeiro amor, aos seus temores e gostos. Embora um exímio guerreiro, ele apresenta uma certa inocência, muito bem narrada pelo autor durante o decorrer da história. Gostar muito de Adapak não é difícil. O herói construído quebra paradigmas devido a sua aparência, afinal, o protagonista é um personagem negro. Na literatura nacional há sim uma dificuldade em criar personagens que fogem dos estereótipos, para compreender melhor leia este artigo.

Considerações Finais

Affonso Solano estreia muito bem no ramo da literatura, apresenta um dos melhores livros de fantasia nacional dos últimos tempos. Munido de tons dramáticos e cômicos, personagens amáveis e odiosos, voltado para o público adulto e também para o infanto-juvenil. Uma obra que explora algumas fraquezas da humanidade através de palavras e trechos que facilmente podem passar despercebidos. Uma dessas passagens é quando Adapak descobre um torneio onde os lutadores lutam por dinheiro e nada mais, ele diz ser contra tal atitude. O que reverte em um pensamento do próprio autor, afinal ele não é dos maiores fãs do UFC como já dito em um  podcast no qual ele participa. Há muitos outros questionamentos que são feitos pelo inocente Adapak. Solano também cria uma personagem feminina muito forte, Sirara. Diferentemente de obras românticas ou obras onde personagens femininas são esquecíveis, ele cria uma personagem ao estilo Katniss Everdeen.
 Mas nem tudo são flores. O único defeito de livro é ser curto. Solano cativa com suas palavras, te faz ficar absorto na história, livros assim deveriam perdurar por muito tempo. Tudo bem, eu espero as continuações e já ansioso. Sem sombras de dúvidas O Espadachim de Carvão merece uma chance de leitura por todos e torna-se obrigatório para fãs da fantasia. Vale ressaltar a capa que exalta as cores da bandeira do Brasil. Explore Kurgala, identifique-se com Adapak e fique com vontade de conhecer mais sobre Tamtul e Magano. 


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Olá, leitores do Legado das Palavras!

Recentemente foram realizadas entrevistas com os autores, Affonso Solano que escreveu o livro O Espadachim de Carvão e também com Fábio M. Barreto, autor de Filhos do Fim do Mundo. Dando continuidade e já fechando uma trilogia de entrevistas, o escritor da vez é Leonel Caldela. Autor da Trilogia Tormenta, Profecias de Urag e do recém-lançado O Código Élfico, respondeu algumas perguntas via email. confira a entrevista na integra: 
  
Sabendo do seu currículo na fantasia medieval, qual a sensação e as dificuldades deste novo trabalho?

Logo de início descobri que, escrevendo no mundo "real" (mesmo que em uma versão fantástica), tudo fica mais próximo do leitor - batalhas, tragédias, diálogos... Isso pode ser muito bom, é claro, pois cria uma identificação maior. Por outro lado, alguns acontecimentos que seriam banais numa obra medieval (como um assassinato, por exemplo) tornam-se mais chocantes no mundo contemporâneo. É preciso ter cuidado para não cruzar a linha entre emocionar o leitor e repeli-lo por violência excessiva. Também houve uns aspectos engraçados: descobri que certos palavrões, embora sejam interessantes e diferentes na boca de personagens medievais, tornam-se só vulgares em personagens contemporâneos...
Além disso, o mundo contemporâneo exige muita pesquisa. Os leitores facilmente identificam qualquer erro, e não há a desculpa de que é um cenário fictício!

Como nasceu "O Código Élfico" ?

A ideia de um elfo criado em laboratório veio do Raphael Draccon, durante uma conversa por telefone, quando a Fantasy estava recém sendo criada. Ele me apresentou este conceito na forma de uma única frase, e me deixou pensando... Ao mesmo tempo, eu estava conduzindo uma campanha de RPG para os meus amigos, num cenário de minha própria autoria, baseado nos Mitos de Cthulhu, de H.P. Lovecraft. Acabei juntando o cenário do jogo com a ideia do Draccon, e surgiu o conceito de elfos como uma raça antiga que cultuava uma deusa profana. Afinal, se pararmos para pensar, os elfos têm muito em comum com as raças lovecraftianas - são ancestrais, poderosos, têm magia e técnicas superiores... A partir daí, os personagens humanos foram criados para responder à ameaça élfica. A cidade de Santo Ossário surgiu como uma espécie de microcosmo para o terror e a aventura do livro - uma pequena cidade do interior, longe dos olhares do resto do país, onde elementos sinistros e heroicos poderiam existir sem serem notados.

Quais suas principais influências literárias?

Muita gente: Bernard Cornwell, Rubem Fonseca, Neal Stephenson... Clive Barker foi especialmente influente para O Código Élfico. Lovecraft foi importante para a criação do cenário, embora no geral não seja uma influência muito grande.

Uma pergunta que eu não poderia deixar de fazer é: Haverá mais romances com a soma Leonel Caldela + Cenário Tormenta?

Gostaria que houvesse! É preciso que eu tenha tempo - o que hoje em dia não está fácil. Mas amo Tormenta, então sempre existe esse desejo. Enquanto isso, me mantenho ativo no cenário através de livros de RPG.

Qual a sua visão sobre a crescente em que se encontra os gêneros de fantasia, ficção e etc...no Brasil?

Para mim, isto faz parte de uma tendência muito positiva de tornar a literatura menos elitista no Brasil. Durante muito tempo, livros eram vistos como reduto de intelectuais. A maioria das pessoas tinha reações do tipo "orgulho de não ler" ou até "sou incapaz de ler". Mas isto está mudando - em grande parte já mudou. E a fantasia está na linha de frente desta luta, com livros que geram interesse genuíno no público, mostram que literatura não é nada elitista ou hermético, apenas mais uma forma de cultura e entretenimento. Acho que a fantasia ainda vai crescer muito, e vai empurrar ainda mais esta popularização da leitura.

E, para finalizar, poderia dar alguma dica para quem está começando escrever agora?

Comecem com obras pequenas - contos, principalmente. Isso vai ensinar o fôlego necessário para escrever grandes romances, trilogias ou séries inteiras. Quando entrarem em contato com editoras, preparem-se para algumas (ou várias) rejeições, e ouçam tudo que os editores disserem. São dicas valiosíssimas, e se alguém toma tempo para dá-las, devem ser valorizadas. Por fim, publiquem seu trabalho em blogs ou outras mídias bem acessíveis, justamente para que possam ser vistas. E preparem-se para um caminho longo - mas muito recompensador!

Para ler as resenhas publicadas no blog sobre as obras de Caldela, clique nas capas:

As Profecias de Urag



Trilogia Tormenta





Olá, leitores e leitoras do Legado das Palavras!
O ano está excelente para a literatura nacional. Nomes já eternizados no gosto de milhares de leitores lançaram novos - e esperados - livros, o espaço para fantasia e ficção nacional está crescendo e novos autores estão surgindo. Esta resenha irá falar sobre a obra de um destes novos autores. A obra se destaca pelo estilo da narrativa e também por ser capaz de nos fazer refletir acerca de muitas coisas. O livro em questão é Filhos do Fim do Mundo, do autor Fábio M. Barreto, lançado pela Fantasy - Casa da Palavra e possui 287 páginas.
Perspicaz. Singular. Adorável. São qualidades presentes no livro. Uma ficção cientifica que buscar ser mais do que aparenta ser, e consegue. A história por si só é incrivelmente cativante, revisita um tema que sempre esteve em alta no gênero e nesses últimos anos esteve ainda mais, a obra aborda o fim do mundo. Mas não o fim nuclear, não o fim explosivo, mas sim o fim do futuro. Nada de extraterrestres ou hordas intermináveis de mortos-vivos, nem bombas atômicas, o buraco é mais embaixo, o fim é ainda mais cruel.
Na trama, repentinamente, na virada de um dia para o outro, um acontecimento cruel e impensável se espalha por todos os cantos do mundo: bebês recém-nascidos de até um ano de idade estão morrendo misteriosamente. Pouco tempo depois, descobre-se que animais e plantas também estão sofrendo os efeitos do fim do mundo. A notícia se espalha.
Imerso em meio ao caos mundial, está o Repórter, como se não bastasse o inferno pessoal de sua mulher estar prestes a dar à luz ao seu filho, ele é convocado pelo jornal onde trabalha para investigar os acontecimentos e buscar encontrar uma salvação - em um dos lugares que visitou recentemente. Em meio ao ódio e a desconfiança, sua missão é nada menos do que encontrar uma cura, um abrigo e, claro, retardar ao máximo o parto da esposa.
A narrativa do autor é categórica, muito bem construída, tem êxito em conduzir o leitor para o universo do livro, chega a ser gratificante ler o livro com tanta clareza sem se perder - ou dar voltas e mais voltas - até o desfecho. Objetividade e precisão, definem. Palavras que inspiram, trechos que comovem. O clima durante todo o livro é tenso e dramático e até mesmo cômico em certos momentos, mas a comicidade está na história e é difícil quebrar o clima que este fim de mundo construiu. O desfecho é algo surreal, ousado e, ao mesmo tempo, belo.
Em termos de personagens temos outro grande mérito da obra. Eles carecem de nomes próprios, localizações não são citadas, isso faz o leitor se aproximar mais do clima, deixa aberto para que ele se ponha no lugar, que imagine tudo ocorrendo em qualquer canto do mundo. Não é raro ao longo do livro de simpatizar com muito do os personagens oferecem. Fábio Barreto ousa ao criticar em forma de personagens, quem já leu vai se lembrar facilmente de quem é. Tais personagens existem no mundo, principalmente na internet, todos os dias vemos ou lemos algo de pessoas como as descritas, e as atitudes do livro refletem o que fariam em vida, caso o evento realmente ocorresse. Vou dar uma mostra a vocês. Leia o trecho abaixo:

clique para ampliar

Essa parte representa uma infinidade de pessoas sem compaixão ao próximo, sem o mínimo de abalo com a dor sentida, representa pessoas que se importam apenas com o próprio umbigo. Quanto a parte de gravar a filha agonizante e postar na internet, bom, isso não preciso nem comentar, dia após dia vemos casos bizarros que circulam por aí - principalmente nas redes sociais. Se o fim do mundo acontecesse,  as redes sociais seriam uma amálgama de lamentações e sarcasmos. Filhos do Fim do Mundo te faz refletir sobre isso.
Faz refletir também sobre a história. Feche os olhos por alguns segundo e imagine os eventos do livro ocorrendo em nossa realidade, jamais saberíamos definir o que estilhaçaria nossas almas e mentes primeiro: a morte  e sofrimento do presente ou a certeza da ausência de um futuro. Não somos imortais, obviamente, filhos são os únicos meios de continuar nossa existência como raça, ser privados desta dádiva seria decretar uma agonizante fim de todas as coisas.
Tenho orgulho de escrever essa matéria, orgulho deste escritor ser nacional, uma obra que não se encontra sempre, principalmente nestes dias nem tão originais, em termos de histórias. O tema já foi disposto de várias formas, outras incríveis, algumas ruins, mas poucos de forma tão visceral, profunda. Se você desiste, o que isso diz sobre você? O gênero da ficção científica e a literatura estão “sorrindo” pelo Barretão não ter desistido. Afinal...
Desistir não é uma opção.   


Recentemente tive a oportunidade de entrevistar o autor Affonso Solano - nada demais, apenas algumas perguntas curiosas. Ele e sua obra já tiveram um post aqui no blog, contudo, estou disponibilizando novamente as informações completas abaixo.

Você conhece o Affonso Solano?


 Além de contador de histórias, Solano trabalha como ilustrador e storyboarder para empresas como TV Globo, TV Record e agências de publicidade. É colunista do site Tech Tudo e co-criador do site Matando Robôs Gigantes, hoje incorporado ao grupo Jovem Nerd.
Seu primeiro livro será lançado pela Fantasy - Casa da Palavra, selo editorial da Leya. A obra já está em pré-venda na Saraiva. 




Sinopse:

Filho de um dos quatro deuses de Kurgala, Adapak vive com o pai em sua ilha sagrada, afastada e adorada pelas diferentes espécies do mundo. Lá, o jovem de pele absolutamente negra e olhos brancos cresceu com todo o conhecimento divino a seu dispor, mas consciente de que nunca poderia deixar sua morada.

Ao completar dezenove ciclos, no entanto, isso muda.

Testemunhando a ilha ser invadida por um misterioso grupo de assassinos, Adapak se vê forçado a fugir pela vida e se expor aos olhos do mundo pela primeira vez, aplicando seus conhecimentos e uma exótica técnica de combate na busca pela identidade daqueles que desejam a morte dos    Deuses de Kurgala. (Clique na imagem para ampliar)

Trecho do Livro:

"Três deles surgiram na curva norte do corredor, de cimitarras empunhadas e passos cuidadosos. As sombras haviam denunciado suas presenças de antemão, mas Adapak pôde ouvi-los muito antes disso, sussurrando intenções obscuras enquanto avançavam pelos intestinos da prisão. Os assassinos eram humanos de pele bege variando entre trinta e quarenta anos, vestindo armaduras justas de couro castanho-escuro e sem insígnias. Tinham rostos marcados pela vida bruta, com olhos acostumados à violência. Os dois que seguiam na frente exibiam sangue fresco nas lâminas, o que para Adapak significava duas coisas: tinham encontrado resistência e não eram exímios espadachins.

Eles mal tiveram tempo de registrá-lo; os Círculos os envolveram e ele obedeceu à risca, rasgando-os com alguns poucos movimentos e pintando de escarlate as paredes do corredor. Humanos eram mais macios que guandirianos, Adapak concluiu, sem orgulho."

Entrevista:

Pessoalmente, acompanho todos os projetos e trabalhos do Solano há algum tempo e gosto muito. Estou ansioso para ler seu livro. Segue um pequeno questionário feito por mim e respondido por ele. Deixo meu agradecimento à Fantasy - Casa da Palavra que possibilitou esta entrevista e, claro, ao Solano pela participação e interação. Sem mais delongas, vamos ao que interessa.

Como o livro "nasceu"?

- Em meados de 2002 fechei com o Omelete o projeto de uma HQ de fantasia interativa – na época um protótipo do que o Espadachim de Carvão viria a ser. A história fez sucesso e permaneceu na capa do portal por um ano até ser interrompida (nossa equipe de coloristas e programadores, muito nova na época, optou por ingressar na faculdade). Forçado a suspender o projeto, decidi desde então começar a adaptá-lo para um novo formato: um livro.

Quais as suas principais influências literárias?

- Quando criança comecei lendo Júlio Verne, depois passei para os livros-jogos de Steve Jackson e Ian Livingstone. Então vieram Stephen King, Arthur Conan Doyle, Robert E. Howard, Michael Crichton, Mike Mignola, Alan Moore...

Qual a maior dificuldade que você encontrou durante o processo de criação?

- Decidir o que deve entrar neste livro e o que devo guardar para depois.

Você já possui um vasto séquito de admiradores do seu trabalho, baseado nisso, qual a sensação de ser publicado sabendo que milhares de pessoas irão ler sua obra?

- Quando eu era criança, compartilhava minha imaginação com meus dois irmãos quando brincávamos juntos. Vejo o livro como uma ferramenta para que mais pessoas possam brincar comigo também. 

Teremos um MRG sobre "O Espadachim de Carvão"?

- Com certeza!

E, por fim, alguma dica para quem está começando escrever agora ? (tipo eu rs.)

- Escreva sobre algo que você entende, que você gosta, ao invés de tentar adivinhar o que os outros vão gostar. E não seja tão perfeccionista, ou então nunca vai sair do primeiro capítulo. ;)

Espero que tenham gostado. Em breve, assim que o livro chegar, teremos a resenha de O Espadachim de Carvão.
A Fantasy - Casa da Palavra divulgou a capa de seu novo lançamento, O Espadachim de Carvão, escrito por uma das personalidades mais legais da internet, Affonso Solano. Confira:


Sinopse:

Filho de um dos quatro deuses de Kurgala, Adapak vive com o pai em sua ilha sagrada, afastada e adorada pelas diferentes espécies do mundo. Lá, o jovem de pele absolutamente negra e olhos brancos cresceu com todo o conhecimento divino a seu dispor, mas consciente de que nunca poderia deixar sua morada. Ao completar dezenove anos, no entanto, isso muda. Testemunhando a ilha ser invadida por um misterioso grupo de assassinos, Adapak se vê forçado a fugir pela vida e se expor aos olhos do mundo pela primeira vez, aplicando seus conhecimentos e uma exótica técnica de combate na busca pela identidade daqueles que desejam a morte dos Deuses de Kurgala.

Affonso Solano é ilustrador, colunista do Tech Tudo e co-criador do site e podcast Matando Robôs Gigantes, incorporado hoje ao site Jovem Nerd. Segundo a editora, o livro será lançado ainda em março. Mas atenção! A pré-venda já começou. O livro também já está no Skoob.


Filhos do Fim do Mundo é o primeiro lançamento da Fantasy - Casa da Palavra em 2013, também é o primeiro romance escrito por Fábio M. Barreto. Eu, particularmente, estou ansioso para o lançamento do livro. Confira algumas informações sobre o autor e o livro:


Sinopse:

QUANDO AS CRIANÇAS DO MUNDO PARAM DE NASCER, UM REPÓRTER SE PREPARA PARA SUA ÚLTIMA MATÉRIA SOBRE O COMEÇO DO FIM DO MUNDO.

É meia-noite quando a humanidade é surpreendida pela notícia: todas as crianças nascidas nos últimos 12 meses morreram misteriosamente. Descobrem também que plantas e filhotes também morreram. Um repórter responsável por cobrir os eventos preparativos para o fim do mundo, deixa sua esposa grávida em casa, partindo para uma perigosa missão
investigativa, em que terá de enfrentar grandes desafios para proteger aqueles que ama.

Em Filhos do fim do mundo, acompanhamos a saga de um repórter tentando se equilibrar entre sua função de pai e jornalista em meio ao caos pré-apocalipse. As catástrofes se misturam com a tensão psicológica do personagem em um envolvente romance que vai encantar os amantes de ficção.

Skoob | Pré venda |

Sobre o autor: 

Fábio M. Barreto é escritor, jornalista e cineasta. Criado nas redações de O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde, dedicou a carreira à indústria do entretenimento. Trabalhou e publicou conteúdo em grandes veículos de imprensa como Sci-fi News, CNN e Brainstorm #9. Entrevistou dezenas de grandes nomes da indústria de Hollywood, de J.J. Abrams a Neil Gaiman, e foi responsável pela criação da JediCon e do SOS Hollywood. Hoje é membro de um dos podcasts de cultura pop mais famosos da internet brasileira, o Rapaduracast. Atualmente, reside em Los Angeles, Califórnia.

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Gostei bastante da capa do livro e da sinopse, além de acompanhar o autor pelo Rapaduracast. Aguardo ansiosamente o meu exemplar.