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Legado das Palavras: livro

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Muitas coisas aconteceram na semana que passou. Algumas boas, outras péssimas — momentos que não desejo a ninguém. Eu me senti perdido, desnorteado, mas me reencontrei com ajuda da escrita. Consegui, através dela, reordenar meus pensamentos. E seguir em frente, obstinado.
Uma das coisas boas de Novembro é o #NaNoWriMo (do qual já falei aqui). Nas últimas duas edições, eu planejei participar, mas não mergulhei de cabeça na proposta. Este ano me empenhei bastante. E algumas das coisas que aconteceram contribuíram muito para que eu me fechasse no quarto escuro, sentasse a bunda na cadeira e enfrentasse a página em branco, dia após dia. Só assim conseguiria não pensar, não sentir repúdio do mundo e não me quebrar.  
Peguei um esqueleto de 11 capítulos, rascunhados em meu caderninho do Jack — rascunho esse, escrito em meados de Junho, no parque Trianon, em São Paulo, mas engavetado com o tempo conseguinte.  Eu sequer sabia como terminaria, mas deixei a história falar por si e me levar através dela. Eu utilizei essa ideia engavetada no #NaNoWriMo.


Caderninho do Jack.

Drama não é meu gênero favorito, mas gosto bastante, porém nunca me arrisquei a escrever algo exclusivamente voltado para ele. O máximo que fiz foi fundi-lo a outros gêneros, sem utilizá-lo como o principal; por conta disso, de arriscar a sair da minha zona de conforto, eu acreditava que não alcançaria a meta de 50.000 palavras escritas. Fiz esse desafio a mim mesmo. .
De fato, ainda não ultrapassei, faltam pouco mais de 5.000 palavras, mas já estou feliz por chegar até aqui. Fui levado pelos acontecimentos da história e descobri os personagens conforme avancei na narrativa. Uma das coisas mais interessantes em escrever é poder ler um livro antes de qualquer outra pessoa no mundo. Em breve, espero que outras pessoas também possam ler essa história, e se emocionem com ela.

Uma foto publicada por Hugo Sales (@hugosales182) em
Primeiro rascunho, não vou chamar de roteiro porque foi escrito porcamente.

O primeiro rascunho talvez seja cinquenta por cento do caminho andado, não sei ao certo, mas posso dizer que não é o livro final. Esses primeiros passos são os mais importantes, quiçá vitais, para todo e qualquer livro, afinal, não é possível trabalhar em cima de algo que inexista.
Eu estou feliz, feliz demais. A escrita é algo que ajuda a superar os momentos difíceis.   






Estampado, na capa de O Vilarejo, novo livro de Raphael Montes, a declaração da atriz Fernanda Torres diz: “Raphael cria uma seleção de histórias macabras digna dos melhores contos dos Irmãos Grimm, sem deixar nada a dever a Stephen King.” Obviamente, fiquei contente por ver um autor nacional comparado ao famigerado King. Ainda que não tivesse abraçado a causa, essas palavras me venderam o livro, e eu enfim pude ler algo do Montes, um autor em ascensão cujo nome já li bastante pela internet.
Ao contrário da declaração de capa, o livro deve algo para alcançar a melhor fase de Stephen King, sim. Por outro lado, bate de frente com algumas das obras do referido autor. No entanto, isso não diz nada sobre a qualidade de O Vilarejo. Comparar autores é sempre uma grande bobagem, e que acaba gerando bastante discussão — mas vende o livro (vendeu para mim).
Em relação aos contos que são apresentados, é um livro excelente. Terror, suspense, agonia, sangue e violência muito bem dosados e conduzidos pelo autor. Quando digo dosado, não quero dizer para menos. Não. As histórias despertaram em mim pura repulsa e estupefação, ante dos fatos narrados.
Baseado na teoria de Peter Binsfeld, padre e demonologista, lançada  em 1589, que cada pecado capital é interligado a um demônio, Montes encontrou aí o guião para a construção do livro. Cada uma das sete histórias apresentadas representa um demônio/pecado capital. Elas são interligadas pelo vilarejo e seus personagens, o que o torna mais que um livro de contos, dando para a obra a alcunha de fix up, caso também do King Edgar Hotel. 
No centro da história, tal vilarejo acaba isolado do restante do mundo, no vale onde é situado, após o rebento de uma guerra civil no país e a intempérie da neve. Ali os personagens passam fome e algumas outras dificuldades excruciantes, trazendo a tona aspectos brutais e monstruosos da psique humana.
Avaliando de forma geral, gostei bastante do livro. Mas também apreciei mais umas histórias do que outras. Destaco aqui a primeira e a última. O início, dado pelo prefácio (vou chegar nele), e seguido pelo conto Banquete Para Anatole, mostram o que você enfrentará nas próximas páginas. É de revirar o estômago. O último, Um Homem de Muitos Nomes¸ trouxe-me, o que até então não havia tido na leitura, aquele momento em que parei e pensei meus sinceros parabéns, Montes. Outros dois trechos que me fizeram ter esse pensamento foram o prefácio e o posfácio. Eles são as cerejas do bolo. Dão o toque de genialidade do livro.
Completando um trabalho interessante, e até mesmo com sua singularidade na literatura nacional, há também as ilustrações produzidas por Marcelo Damm. Impecáveis e perturbadoras, na exata proporção dos contos.

O Vilarejo foi lançado nesse ano de 2015, pela Suma das Letras. A mesma casa de Stephen King. Melhor que comparar se de fato as histórias de Montes devem ou não algo em relação às do King, é pode ler um trabalho bonito como esse, e sentir que o terror nacional está bem representado. É uma obra curta e de leitura rápida. Como André Vianco disse: “...é um livro para ler numa sentada só...”. Concordo. O ritmo da narrativa flui e praticamente te obriga a chegar ao recompensador final. 
Esse foi o primeiro livro de Raphael Montes lido por mim. Certamente será o que indicarei, quando me perguntarem algo sobre o autor. Não é sua estreia, mas o apresenta bem ao público. Agora, com licença, pois vou atrás dos demais livros de Raphael Montes.  

A autora M.V. Garcia fechou contrato com a Editora Arwen para a publicação do seu primeiro livro, A Chama da Esperança - Parte I - A Princesa Renegada. Até então, o livro era publicado gratuitamente, em versão digital, no site Widbook, e ainda está disponível para leitura até o lançamento do livro impresso. Você pode acompanhá-lo ao clicar aqui!

Sinopse:

Uma terrível guerra entre humanos e feiticeiros estourou há 15 anos atrás, no Reino de Willford. Agora, o Reino e a recém-criada República dos Feiticeiros vivem em aparentes tempos de paz. Mas quando a jovem feiticeira Kaira vê seu vilarejo em chamas, ela não imagina o que mais estará por vir.
Junto de seus amigos, Kaira tem uma missão de suma importância: reunir os cinco clãs feiticeiros em busca de um exército poderoso o bastante para deter o avanço das tropas do reino inimigo. Mas tramas políticas e segredos obscuros do passado ainda podem alterar drasticamente o rumo desta guerra.

Sobre a autora:



M.V. Garcia trabalha como Assistente Administrativa, é formada em Artes Visuais e cursa atualmente Pedagogia. Conhecida também pelo pseudônimo Hidaru, é escritora, cosplayer, desenhista freelance e fã colecionadora de livros, RPG, games, animes e mangás. Sempre gostou de escrever histórias, e também estudos sobre a cultura geek e pop. A Chama da Esperança é seu livro de estreia no ramo profissional.

É com grande prazer que aproveito para anunciar a parceria entre a autora e o Legado das Palavras. 


Dados sobre a obra:

Gênero: Fantasia, Ficção
Páginas: Aprox. 300 págs.
Editora: Arwen
Data de lançamento do livro impresso: A definir
E-book gratuito
Fanpage do livro
Site da editora 
Facebook da editora 


Acompanhe os canais para maiores informações sobre o lançamento.


Algumas pessoas torcem o nariz quando menciono John Green como uma de minhas inspirações literárias (principalmente quando escrevo para jovens adultos). Muitos dizem que ele segue a mesma forma em todos seus livros, bem, não discordo, contudo, também isso não é uma afirmação correta em sua totalidade.
As histórias de JG possuem, sim, algumas semelhanças. O que, de certo modo, acaba tornando os livros um pouco previsíveis, mas (aqui entra o principal motivo dele me inspirar tanto), ele é muito competente em passar ótimas mensagens e explorar alguns significados da vida. Isso é fato, você aceite ou não. Se JG consegue realizar isso com destreza e perfeição? Em uns livros mais que nos outros, mas consegue falar e sustentar bem a sua ideia. Seus questionamentos aproximam os jovens de temas como morte, perda, futuro, entre outros.
Em Cidades de Papel – livro desta resenha – ele explora o que uma pessoa realmente é e o que como decidimos enxergá-la. Como, às vezes, julgamos conhecer alguém, mas no fundo, conhecemos apenas a sua superficialidade. Incluindo nós mesmos. É inevitável lançarmos um olhar ao nosso interior, mas tentar descobrir mais sobre quem realmente somos. Há questionamentos sobre a vida, amizades, claro, temas essenciais na literatura de Green. 

Quentin Jacobsen é apaixonado pela vizinha, Margo Roth Spiegelman, desde criança. Na infância, brincavam juntos, mas as coisas mudaram no colégio. Quentin tornou-se um típico nerd e Margo a garota mais popular. Contudo, certa noite, ela convoca para ser seu cúmplice num audacioso plano de vingança. Apaixonado desde sempre, claro que ele aceita participar. Uma noite de aventuras se desenrola, algo que Quentin jamais esquecerá. As coisas entre eles parecem ter mudado, entretanto, no dia seguinte o paradeiro de Margo é um mistério. Quentin decide encontrá-la custe o que custar, sua atitude é ainda mais impulsionada após encontrar pistas deixadas por ela. Começa sua jornada atrás da garota que ama, repletas de reviravoltas que acabarão por desvendar muitos dos mitos e segredos a cerca de Margo.   
Comicidade e acidez são outros elementos da narrativa de JG, gosto de como ele consegue conduzir o leitor através de suas metáforas e mistérios, envolvendo-os. A escrita é a mesma, presente em demais obras do autor o que é bom, mas está tornando-se um pouco massiva, cansativa. São quatro livros no mesmo estilo e estrutura e personagens. Sim.
Os personagens de Cidades de Papel são clichês. O eterno amor entre o nerd e a garota mais popular. Os amigos de Q, são os mais idiotas possíveis. Juntos formam um grupo clássico que parte em busca da garota desaparecida. O talento de JG não deixa Q e sua turma serem odiáveis, chatos ou cansativos, isso por conta do desenvolver da história que, em poucos capítulos, nos faz esquecer o clichê dos personagens e rir ou refletir junto com eles. Seus personagens podem ser todos clichês, mas não são rasos ou vazios. Spiegelman, sobrenome de Margo, em alemão, é algo como “pessoa que faz espelhos”, metáfora, talvez, para que olhemos às pessoas buscando enxergar além delas e não um mero reflexo. 

Cidades de Papel é meu segundo romance preferido do autor, perdendo apenas para Quem é Você, Alasca?. Uma leitura fácil e divertida, com certa leveza, mas repleta de boas mensagens. E quanto ao final do livro, vi muitos fãs reclamando, cá entre nós: sério que vocês ainda não se acostumaram? Os finais de todos os livros são assim também, abertos.      


A nostalgia é quase certeira quando se trata de Power Rangers. Quem cresceu na década de noventa certamente se lembra da febre gerada pelos defensores da Terra, numa luta incansável contra Rita Repulsa e Lord Zedd. Inspirado em Tommy, Jason Lee e sua turma, assim como em diversas outras séries tokusatsus, o escritor brasileiro, Raphael Draccon, estreando no selo Fantástica, da editora Rocco, traz até seus leitores seu mais recente trabalho: Cemitérios de Dragões – Legado Ranger.
Tamanha foi minha empolgação com o livro que comprei durante a Bienal do Livro de São Paulo deste ano. Desde já, ressalto o ótimo trabalho feito pela Rocco, incluindo a belíssima capa de Cemitérios de Dragões. Raphael Draccon não decepciona os fãs acostumados com suas temáticas inspiradas livremente por outras obras. É assim na trilogia Dragões de Éter, cuja inspiração vem dos contos clássicos dos irmãos Grimm e também com Fios de Prata – Reconstruindo Sandman, que vocês devem imaginar em qual obra é inspirado.

Contudo, confesso que o livro me decepcionou um pouco. Como fã, acompanhando a escalada do Draccon, acredito que esse trabalho ficou abaixo da qualidade vista em Fios de Prata, que por sua vez é superior a trilogia Dragões de Éter (não comentemos aqui sobre Espíritos de Gelo). Sua escrita melhorou ainda mais, entretanto, não posso deixar de destacar o uso recorrente que ele faz de certos termos que se repetem exaustivamente ao longo de todo o livro, mesmo problema que encontrei no ótimo livro Nas Montanhas da Loucura, de H. P. Lovecraft.

A história? É o seguinte:
Um soldado de elite do exército americano desaparecido em uma missão no Afeganistão. Uma africana guerrilheira crescida em meio a conflitos étnicos de Ruanda.Uma garçonete irlandesa praticante de artes marciais mistas. Um hacker brasileiro descendente de orientais. Um dublê francês mestre em Parkour. Cinco realidades distintas. Um fenômeno desconhecido faz cinco pessoas, sem qualquer conexão e espalhadas pelo planeta Terra, acordarem em diferentes regiões de uma realidade devastada por um império de reptilianos e assolada pela escravidão. Os cinco iniciam uma jornada em busca de respostas para sobreviverem no centro de uma guerra envolvendo criaturas fantásticas e demônios dispostos a invocar perigosos seres abissais para servirem a seus propósitos. Porém uma entidade pretende conectar o destino dos cinco humanos e armá-los com uma tecnologia construída à base de metal-vivo, magia e sangue de dragões. Uma tecnologia jamais vista naquela ou em qualquer outra dimensão, capaz de gerar heróis de metal. Batalhas empolgantes, romance e magia.

A história funciona bem, principalmente com a ótima narrativa em “pontos de visão” dos cinco personagens. O universo criado é realmente interessante, mas apresenta pouquíssimo de originalidade e de coisas novas, nesse aspecto, as inspirações atrapalham bastante a construção do cenário. Tudo o que lemos e descobrimos é algo que já vimos e estamos revisitando, sob uma nova ótica, ainda que ela nos conduza bem. Vi algumas pessoas comentando que o livro seria uma fanfic de Power Rangers, discordo pelo simples fato de acreditar que vá além de suas inspirações (oras, é uma inspiração. A obra não é situada dentro de um universo conhecido) ganhando contornos autorais, embora essas inspirações estejam muito mais visível aqui que em seus outros livros.
Pulando para os principais vilões do livro, os antagonistas sádicos e brutais, são desprovidos de qualquer limite para conquistar o poder. E isso os fazem bons: eles querem apenas o poder e não possuem nada a perder. Quanto aos protagonistas, vamos lá: Derek, um soldado americano. Amber, uma garçonete irlandesa. Ashanti, a guerrilheira de Ruanda. Daniel, um hacker brasileiro. E Romain, um dublê francês. Os três primeiros funcionam muito bem, embora Amber seja um tanto irritante, junto com Derek, ela torna-se mais aceitável. Ashanti é disparada a melhor personagem, uma mulher de garra e fibra, que é impossível não ganhar a atenção e cair no gosto do leitor. Se a ruandesa é tudo isso, em contrapartida temos Daniel e Romain, personagens irritantes desde suas primeiras aparições. Descolados e impregnados com uma personalidade nerd, ambos não funcionam juntos em todo tempo, mesmo que tenham seus ótimos momentos juntos. Piadas horríveis e uso em demasia de vagas referências pop contribuem bastante para a desvalorização de tais personagens.
O livro consegue transmitir algumas boas mensagens, contando com trechos altamente emotivos. As lutas são empolgantes, com ótimas descrições que ajudam imensamente na imaginação visual das ações. Os ótimos diálogos sustentam boa parte da obra, aliados as descobertas dos protagonistas a cerca do mundo onde se encontram. Realmente gostei muito de saber como eles foram enviados até o lugar e também fica claro o motivo de serem personagens tão distantes. Já as armaduras que ganharam por completo, desde suas origens até os detalhes narrados, esse é um dos fatores que me levará a ler a continuação, quero ver mais delas em combate. A mescla entre fantasia e ficção científica funciona bem.   



 Em minha opinião, não é a melhor obra do autor, mas é uma boa leitura, principalmente pelo fator nostálgico. O final do livro revela o verdadeiro plano do autor que, claro, não revelarei aqui, mas digo que estou curioso para ver como Draccon fugirá de clichês.
Se você é fã de tokusatsus, desenhos como A Caverna do Dragão e afins, é uma boa pedida. Se você é fã do Draccon, não deixe de ler. Apesar dos problemas que me irritaram um pouco durante a leitura, a aventura flui bem, talvez seja eu que não tenha conseguido deixar as inspirações de lado para apreciar mais a leitura de Cemitérios de Dragões. Raphael Draccon segue como um grande nome da literatura nacional de fantasia. Torço para que sua carreira decole ainda mais e que ele nos traga muitas outras obras.

Até a próxima.  
Bem vindos ao universo da literatura.
Um livro sensível com uma história e um protagonista cativante, é assim que posso definir o livro da autora R. J. Palacio, O Extraordinário, que possuí 320 páginas e foi publicado pela editora Intrínseca.
August “Auggie” Pullman, é o herói que está prestes a enfrentar uma árdua jornada. Algo diferente de tudo o que já viveu: ele irá enfrentar os desafios da escola pela primeira vez.
Auggie sempre estudou em casa tendo a mãe como professora. O desafio consiste em sua adaptação no meio escolar, o que torna as coisas mais difíceis é o fato de August ter nascido com uma rara doença que deixou sua face totalmente desfigurada. Mesmo após muitas cirurgias e tratamentos, as pessoas ainda o olham com repúdio, seja na rua ou em qualquer outro lugar.
Quase todos em sua nova escola não lhe dão atenção, socializam ou sequer se aproximam muito dele. Auggie enfrenta as dificuldades impostas com muita dignidade. Ainda que em muitos momentos desistir pareça ser a opção mais viável, ele sempre pode recorrer à sua família que o ama indubitável e infindavelmente, sem se importarem com sua aparência – e, na real, até mesmo nós aprendemos a amá-lo.


Narrado em primeira pessoa ficamos expostos às suas divagações, seus medos e angústias. Adentramos em uma vida com outra face. A face de Auggie. A história nos transporta a um universo que nós nem imaginamos como é, o universo das pessoas que sofrem de alguma doença ou vítimas de acidentes cruéis, por exemplo. Através de Auggie podemos ter uma noção de como há uma luta diária sob quaisquer que sejam os problemas.
A relação com a família é bem explorada e digna de nota. Quando eu me tornar pai, certamente, terei algumas coisas desse livro como guia. Dentre outras mensagens, o livro explora a importância da amizade e narra uma verdadeira batalha contra o bullying.
Apesar de ser narrado em primeira pessoa, há capítulos de personagens secundários, mostrando seu ponto de vista em relação ao que acontece. Impossível não se identificar com alguns deles.
Eu, particularmente, adorei as referências a David Bowie e aos livros O Pequeno Príncipe e O Homem Elefante, dentre as demais, essas se destacam. E quem é que não gosta de referências, não é?



Extraordinário é um livro amável, sensível e, acima de tudo, uma leitura cativante, simples, ágil e poderosa. Demorei alguns meses para ler, mas desde a primeira vez que li sua sinopse e busquei informações sobre a história, tive certeza que leria um ótimo livro. E foi exatamente o que aconteceu. Um história sobre compaixão, aceitação, gentileza, amor e esperança que deve ser lida, principalmente por nossas crianças. Livros como esse deveriam estar nas nossas escolas.
O nome do livro já o classifica por si só.