Olá, leitores do Legado das Palavras.
A resenha de hoje traz um livro que me
pegou de certo modo, desprevenido. Primeiro eu assisti a adaptação
cinematográfica, gostei muito, então decidi dar uma chance ao livro. Fui
surpreendido pela qualidade da narrativa e ainda mais pela história. Estou falando
de Jogos Vorazes da autora Suzanne Collins, lançado no Brasil em
2010 pela editora Rocco. Sem mais
delongas, vamos à resenha.
Confesso que antes de ler fui evitando e
adiando a leitura, principalmente por se tratar de uma personagem feminina como
protagonista e por ser em primeira pessoa, acreditava - mesmo com as excelentes
críticas - que o livro não era para mim. Pensamento errôneo. E fico feliz por
ter assistido ao filme - que inclusive tem um Livros x Filmes aqui no blog - e ter dado uma chance ao livro.
Comprei o box em uma promoção linda do Submarino
e paguei apenas R$30,00. Resultado: Devorei a trilogia com a força de mil
leitores. Essa semana - se tudo der
certo - irei resenhar os três livros. Então vamos ao primeiro.
O
Mundo
Panem é uma nação que surgiu num futuro
distópico após a destruição da América do Norte. Panem é comandada pela
Capital, a mais poderosa de todos os distritos - no total de doze, denominados
pela sequência numérica correspondente de 1 a 12. Tempos antes da história do
livro existiu o 13º distrito, contudo ele fora eliminado pela Capital nos assim
conhecidos Dias Escuros.
A
História dos Jogos
Após os eventos ocorridos nos Dias Escuros, a imponente Capital criou
os Jogos Vorazes. Uma competição
anual que é transmitida pela televisão a todos os distritos, um verdadeiro
reality show. Os participantes são jovens entre 12 e 18 anos, um casal de cada
distrito, eles são recrutados no dia conhecido como Dia da Colheita, onde ocorre o sorteio que definirá quem serão os
participantes. Mas isso é algo
terrível, pois, na arena para onde serão mandados eles terão que digladiar-se
com os demais participantes até a morte, até restar apenas um sobrevivente. O
vencedor. Os Jogos Vorazes foram
criados como uma forma de flagelo aos distritos e também para garantir que
jamais eles se rebelarão.
A
história de Katniss Everdeen
Kat é a protagonista da história, por ela
conhecemos o mundo e a história dos jogos, ela é a responsável por sua família
após um incidente que ocasionou na morte de seu pai. Devido ao distrito 12 -
onde vide - ser um dos mais necessitados, ela consegue manter sua família com a
caça feita em uma floresta além dos limites do distrito. Seu único temor é que
no Dia da Colheita que está por vir
sua irmã seja a “sorteada”. Medo que se transforma em realidade. Katniss,
desesperada, se oferece como tributo para partir no lugar da irmã. Peeta
Mellark é o garoto “sorteado” para fazer
dupla com ela na 74ª edição dos Jogos
Vorazes. Peeta e Katniss tem uma pequena e fundamental ligação em seus
passados. Isso se torna muito importante no decorrer da história.
Antes dos jogos se iniciarem todos os
competidores são levados para a Capital, onde se tornam verdadeiras
celebridades instantâneas como se o mundo não se importasse com o fato que de
todos restará apenas um. Apesar de tudo, Kat e Peeta conseguem fazer amigos verdadeiros
no trajeto percorrido, a espalhafatosa Effie Trinket, o estilista Cinna e sua
equipe e também seu mentor, Haymitch Abernathy. Na arena de combate um destino
sangrento os aguarda, contudo, mesmo sob o peso de todas as dificuldades, Kat e
Peeta serão personagens de algo singular em toda a história dos jogos e esse
ato irá gerar uma centelha de vida em um monstro antepassado chamado rebelião.
A narrativa de Collins é excelente. O modo
como ela introduz a personagem e o cenário para o leitor segue em um ritmo muito
habilidoso e frenético. A personagem Kat é, obviamente, a melhor personagem da
história, afinal, por ser em primeira pessoa nos praticamente estamos dentro de
seus pensamentos, conhecemos seus medos, suas virtudes, a personagem é muito
bem delineada e sob sua perspectiva conhecemos um mundo cruel e frio. O romance
entre os personagens é bem trabalhado, não é piegas, um trio amoroso fica exposto
desde os primeiros capítulos e nisso encontramos uma personagem cheia de
problemas e escolhas a tomar, além da dificuldade de decidir a quem seu coração
bate mais forte.
As batalhas são bem descritas, isso me surpreendeu,
não esperava a violência desse modo, pensava que seria algo mais contido e como
bom fã de George Martin, fiquei feliz.
O livro é uma obra excelente, uma
leitura rápida e prazerosa. Uma pequena crítica à nossa sociedade, exposta
quando vemos as pessoas vangloriar um verdadeiro banho de sangue e um campo de
morte, apenas para seu entretenimento, podemos criar uma alusão às touradas e
por que não a diversos reality shows? Se
não leu, leia. Assista ao filme. Devore a trilogia, afinal, os dois outros
livros são ainda melhores que esse primeiro.


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