Olá, leitores do Legado das Palavras.
Caso ainda não saibam, além de
apaixonado pela literatura amo de paixão o cinema, ambos são partes
fundamentais da minha vida e busco não colocar um acima do outro. Mas eu fico
realmente muito grato por existirem obras que mesclem as duas artes - filmes
com ou sobre escritores e livros sobre filmes ficção ou não. Esta resenha é
justamente sobre um livro que aborda o cinema como tema, estou falando sobre a
obra O Clube do Filme, do escritor,
jornalista e também crítico de cinema David
Gilmour. O livro foi lançado no Brasil em 2009 pela editora Intrínseca, ele possui 264 páginas.
Este livro foi o oitavo mais vendido no
Brasil em seu ano de lançamento por aqui, mas o interessante é que ele não se
trata de uma obra de ficção. O Clube do
Filme é o relato de um pai que busca educar o seu filho através da sétima
arte e mostra como é difícil crescer e aceitar algumas peças que a vida nos
prega.
Na trama, David Gilmour não tem um trabalho fico e sofre um pouco com o
dinheiro curtíssimo, como se esses problemas não fossem o bastante, ele ainda
tem que lidar com um filho de 15 anos, Jesse, que vai de mal a pior na escola.
Gilmour, ante a desorientação e dificuldades do filho propõe que ele pode
abandonar a escola, caso assista semanalmente a três filmes escolhidos por ele.
Assim nasceu o clube do filme, como uma proposta de ajudar na educação e na
formação de Jesse. Semana pós semana, pai e filho assistiam e discutiam o
cinema de um modo geral. Conforme assistiam eles conversavam sobre assuntos que
os pais tem muitas dificuldades em falar com os filhos, conselhos que às vezes
os próprios pais tem medo de dar, e assim segue a história de modo edificante,
principalmente para o atordoado Jesse.
David Gilmour e Jesse
O livro é muito bem escrito e a narração
- do olhar do pai - nos faz entender um pouco de toda a magnitude que é educar
um filho, lutando paralelamente com as dificuldades da vida. O que foi uma
grande surpresa para mim. Eu comprei o livro sem indicações ou sem saber nada
sobre ele, apenas perambulava na livraria quando me deparei com a obra, parei e
li a sinopse que me conquistou instantaneamente.
Além da história o filme é também um
guia excelente sobre cinema, citando e analisando vários grandes clássicos, mas
também vemos pai e filho analisarem filmes ruins e considerados fracassos de
público. O melhor de tudo é que a visão do livro é de um crítico de cinema, no
caso de David Gilmour.
Nas
palavras de Gilmour: "É um exemplo
do que o cinema é capaz, de como os filmes podem vencer suas defesas e
realmente atingir seu coração."
Pode não ser um livro tão empolgante,
mas sem dúvida traz um belo relato de um pai que utilizou um meio incomum para
educar e ensinar o seu filho crescer. Um livro que merece respeito, pois ele
foi escrito com muito respeito e, principalmente, com muita dedicação.


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