Muitas coisas
aconteceram na semana que passou. Algumas boas, outras péssimas — momentos que não
desejo a ninguém. Eu me senti perdido, desnorteado, mas me reencontrei com ajuda da escrita. Consegui, através dela, reordenar meus pensamentos. E seguir em
frente, obstinado.
Uma das coisas boas de
Novembro é o #NaNoWriMo (do qual já falei aqui). Nas últimas duas edições, eu planejei
participar, mas não mergulhei de cabeça na proposta. Este ano me empenhei
bastante. E algumas das coisas que aconteceram contribuíram muito para que eu
me fechasse no quarto escuro, sentasse a bunda na cadeira e enfrentasse a
página em branco, dia após dia. Só assim conseguiria não pensar, não sentir repúdio do mundo e não me quebrar.
Peguei um esqueleto de
11 capítulos, rascunhados em meu caderninho do Jack — rascunho esse, escrito em
meados de Junho, no parque Trianon, em São Paulo, mas engavetado com o tempo conseguinte. Eu sequer sabia como terminaria, mas deixei a
história falar por si e me levar através dela. Eu utilizei essa ideia engavetada
no #NaNoWriMo.
Caderninho do Jack.
Drama não é meu gênero favorito,
mas gosto bastante, porém nunca me arrisquei a escrever algo exclusivamente
voltado para ele. O máximo que fiz foi fundi-lo a outros gêneros, sem utilizá-lo
como o principal; por conta disso, de arriscar a sair da minha zona de
conforto, eu acreditava que não alcançaria a meta de 50.000 palavras escritas.
Fiz esse desafio a mim mesmo. .
De fato, ainda não
ultrapassei, faltam pouco mais de 5.000 palavras, mas já estou feliz por chegar
até aqui. Fui levado pelos acontecimentos da história e descobri os personagens
conforme avancei na narrativa. Uma das coisas mais interessantes em escrever é
poder ler um livro antes de qualquer outra pessoa no mundo. Em breve, espero
que outras pessoas também possam ler essa história, e se emocionem com ela.
Primeiro rascunho, não vou chamar de roteiro porque foi escrito porcamente.
O primeiro rascunho
talvez seja cinquenta por cento do caminho andado, não sei ao certo, mas posso
dizer que não é o livro final. Esses primeiros passos são os mais importantes,
quiçá vitais, para todo e qualquer livro, afinal, não é possível trabalhar em
cima de algo que inexista.
Eu estou feliz, feliz
demais. A escrita é algo que ajuda a superar os momentos difíceis.

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